<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Espiritismo Estudado</title>
	<atom:link href="http://www.espiritismoestudado.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.espiritismoestudado.com.br</link>
	<description>Jornal On-Line</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 17:12:09 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.5</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Outros tempos ?</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/outros-tempos/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/outros-tempos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[Vladimir Polízio – Jundiaí – SP
“A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por  essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Polízio – Jundiaí – SP</p>
<p>“A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por  essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.”</p>
<p> Esse conceito de Emmanuel, mentor de Chico Xavier durante 75 anos, é compreensível, especialmente nos tempos atuais, quando sabemos que o ensino em nosso país está na contramão da história da educação, visto que a progressão continuada, que impede a reprovação dos que não sabem, está naufragando a esperança que se alimentava em concluir um primário ‘sabendo alguma coisa’. O que antigamente se fazia em quatro anos, se fosse aprovado, para posteriormente ir ao ginásio, após o exame de admissão, passou depois a ser feito em oito anos, com o nome de ‘ensino fundamental’.</p>
<p>Hoje, através da imposição de lei federal, o mesmo ‘ensino fundamental’ é feito em nove anos, em razão de englobar o antigo ‘pré’, que representa atualmente o primeiro ano, sistema esse com prazo de implantação até 2010.</p>
<p>E para piorar a situação, um número elevado de casais, que deveria constituir no lar a base moral para a edificação e manutenção do homem de amanhã, encontra-se atualmente sem condições de oferecer a menor dose de dignidade para passar aos seus rebentos, uma vez que estão desprovidos desse lastro construtivo até para si próprios.</p>
<p>O binômio liberdade e democracia não pode ser confundido com falta de respeito e educação. </p>
<p>Os que hoje estão na faixa etária dos 60 anos sabem perfeitamente que as escolas públicas sempre tiveram condições de edificar cidadãos e também homens.</p>
<p>Eram pouquíssimos os alunos que conheciam o penoso caminho da “Diretoria”, como eram raros os casos de suspensão; e quando isso ocorria, os motivos, se comparados com os de hoje, não mereceriam tanta consideração.</p>
<p>A questão do uniforme escolar não era contestada pelos pais, mesmo por parte dos que tinham poucas condições econômicas. Além da organização disciplinada, qualquer aluno era facilmente reconhecido nas ruas.</p>
<p>Na classe, o respeito ao professor era sagrado. Todos se levantavam para a recepção solene ao mestre.</p>
<p>Nas aulas de religião, os que não eram católicos, se quisessem, poderiam deixar a classe sem que a palavra “constrangimento” fosse levantada por esse gesto discriminatório da parte da escola.</p>
<p>O vidro de tinteiro na carteira de cada um dava sinal do emprego das canetas com pena de metal, que exigiam habilidade para o seu manuseio, sempre acompanhadas do indispensável “mata-borrão”, com a finalidade de antecipar a secagem da tinta e absorver os excessos.</p>
<p>O caderno de caligrafia, que auxiliava na boa conformação das letras, e os quadros, com belos desenhos que ficavam muitas vezes em cavaletes, eram utilizados para a composição de histórias à vista dessas gravuras, contribuindo e muito no desenvolvimento criativo.</p>
<p>Na hora da prova ou do exame quem aproveitava o ano, passava. Os que negligenciavam, repetiam. Rico, pobre, negro ou branco. Havia respeito, disciplina e educação, base de qualquer cultura.</p>
<p>Rebeldia ou agressão em sala de aula?  Nada, nem contra as carteiras, paredes ou vidros da classe ou da escola.</p>
<p>Alguns dirão sabiamente: os tempos são outros! E não estarão errados, pois os tempos sempre foram e serão outros, em qualquer época da existência. Sempre tivemos e teremos outros tempos. </p>
<p>Como nada é obra do ‘acaso’, estamos diante de um desafio. </p>
<p>O esforço que se deve empreender para minorar os desarranjos de cada um não pode ser deixado de lado, pois é uma oportunidade de recuperação que está sendo abandonada, embora, individualmente, muitos fazem o que podem dentro de seu limite de capacidade, não obstante o dever e responsabilidade das autoridades.</p>
<p>É uma lamentável realidade a que estamos assistindo, com triste reflexo em tudo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/outros-tempos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fé em tempos de globalização</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/fe-em-tempos-de-globalizacao/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/fe-em-tempos-de-globalizacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=15</guid>
		<description><![CDATA[Milton R. Medran Moreira – Porto Alegra – RS
Parecemos tão livres e estamos tão encadeados&#8230; &#8211; Robert Browning
A liberdade de crença é uma das grandes conquistas da modernidade. Por longos 1000 anos, estivemos, no âmbito da cristandade, condenados a professar um único sistema de fé. Naquele 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Milton R. Medran Moreira – Porto Alegra – RS</p>
<p>Parecemos tão livres e estamos tão encadeados&#8230; &#8211; Robert Browning</p>
<p>A liberdade de crença é uma das grandes conquistas da modernidade. Por longos 1000 anos, estivemos, no âmbito da cristandade, condenados a professar um único sistema de fé. Naquele 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg as 95 teses questionando alguns dogmas e práticas da Igreja de Roma. Seria o marco inicial da Reforma Protestante, graças à qual a cristandade do Século XVI e seguintes se libertaria do jugo da crença única.</p>
<p>Desde então têm se multiplicado por todo o mundo as igrejas cristãs. Algo positivo. Mesmo preservados alguns dogmas fundamentais com os quais todas elas comungam, abriu-se o leque do pluralismo religioso, estimulando-se, teoricamente, a liberdade de pensamento. Mas, por históricas distorções sedimentadas na cristandade, fé, poder e dinheiro têm sido fatores difíceis de se dissociarem. Mesmo que, ao curso de toda a história das igrejas, Espíritos de escol, fiéis à autêntica mensagem de Jesus de Nazaré, hajam combatido aquela espúria associação, o certo é que a proliferação das igrejas, notadamente nos últimos 50 anos, tem se orientado justamente por essa fórmula. É ela a própria garantia de seu êxito.</p>
<p>As bases a sustentarem o modelo desse cristianismo de nosso século partem dos seguintes pressupostos: a fé é inquestionável, pois se funda na própria palavra de Deus; o poder emana diretamente da autoridade divina, a serviço da qual cada uma dessas igrejas afirma estar; o dinheiro empregado na “obra de Deus” retornará ao doador, multiplicado em bens de consumo, saúde, prosperidade e venturas no amor, benesses só concedidas aos crentes. Estes, por acréscimo, ainda obterão a salvação eterna. </p>
<p>O marketing empregado se afina com a economia de mercado, adotada por uma sociedade ainda movida por políticas excludentes, onde uns poucos são agraciados pelos bens da vida e muitos outros condenados à marginalidade. Enquanto esse modelo perdurar, as Igrejas cultivadoras da teologia da prosperidade seguirão crescendo, à custa de vítimas incautas ou de Espíritos atrasados, presos às malhas do egoísmo e da ignorância. A grande motivação para a adesão a esse sistema de fé é o apelo que se faz a um sonhado “upgrade” social e econômico.</p>
<p>Poderão se inscrever essas práticas nos modernos postulados da liberdade de crença? Com certeza não. Tampouco isso estaria nos planos do irrequieto monge que afixou suas teses na porta daquela igreja, há 492 anos. Trata-se, antes, de um verdadeiro estelionato da fé, astuciosamente engendrado, no seio da sociedade moderna e de suas garantias de liberdade de pensamento e crença. O modelo defrauda tanto os magnânimos projetos dos reformadores religiosos, como dos humanistas, livre-pensadores e laicos, que, no nascer da modernidade, ousaram contestar coisas como vendas de indulgências, autoritarismo e corrupção religiosa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/fe-em-tempos-de-globalizacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os pratos da balança divina</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/os-pratos-da-balanca-divina/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/os-pratos-da-balanca-divina/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=13</guid>
		<description><![CDATA[Rogério Coelho – Muriaé – MG
&#8220;Verdadeiramente caridoso só o é o homem que pensa nos outros antes de pensar em si&#8221; Allan Kardec (1)
 É bastante significativo o flagrante testemunhado por Jesus quando uma pobre viúva colocou o seu pequeno e insignificante óbolo no gazofilácio do Templo de Jerusalém; óbolo esse que espiritualmente valeu mais do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rogério Coelho – Muriaé – MG</p>
<p>&#8220;Verdadeiramente caridoso só o é o homem que pensa nos outros antes de pensar em si&#8221; Allan Kardec (1)</p>
<p> É bastante significativo o flagrante testemunhado por Jesus quando uma pobre viúva colocou o seu pequeno e insignificante óbolo no gazofilácio do Templo de Jerusalém; óbolo esse que espiritualmente valeu mais do que as fortunas ali colocadas pelos ricos, vez que estes ofereciam do que lhes abundava, enquanto que ela abria mão do recurso com o qual proveria o seu próprio sustento naquela ocasião.</p>
<p>A caridade que é o único caminho que podemos tomar na direção de nossa alforria espiritual é democraticamente acessível a todos, e os “considerandos” divinos não levam em conta em suas apreciações a questão quantitativa do desempenho, mas tão-somente a qualitativa e sacrificial.  Com isso entendemos que mais expressivo e valioso é o óbolo de quem se sacrifica para oferecê-lo do que o de a quem nada custou oferecê-lo, já que se constituiu das sobras que abundavam.</p>
<p>A Parábola dos Talentos é também bastante elucidativa ao nos mostrar que mais em conta é levado o empenho em multiplicá-los do que propriamente a quantidade dos talentos que dispomos para o trabalho da caridade.  Não existe equanimidade maior na distribuição das possibilidades de ascensão e alforria espirituais. Todos nós, sem exceção, podemos lograr o desiderato maior assinado por Deus para as Suas criaturas, desde que cada um de nós nos empenhemos para tal.</p>
<p>Ensina o Mestre Lionês (1):</p>
<p>(&#8230;) Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer ideia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se veem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma.</p>
<p>Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas, e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.</p>
<p>Um Espírito Protetor conta (2) uma interessante história do outro mundo, que elucida de maneira magistral toda esta questão:</p>
<p>“Dois homens acabavam de morrer&#8230; Dissera Deus:  </p>
<p>“Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas”. </p>
<p>Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! Quase nada tinha para repartir. Mas, para surpresa geral, postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: </p>
<p>“Deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas contadas por qualquer coisa”.</p>
<p>Depois, disse ao pobre: “Tu deste pouco, meu filho; mas cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais: fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa”.</p>
<p>Aí temos um riquíssimo material para profundas e adequadas reflexões!&#8230;</p>
<p> <em>Referências:<br />
(1) KARDEC, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 125. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XIII, item 6.<br />
(2) KARDEC, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 125. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XIII, item 15.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/os-pratos-da-balanca-divina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Centro Espírita não é manicômio de iludidos</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/o-centro-espirita-nao-e-manicomio-de-iludidos/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/o-centro-espirita-nao-e-manicomio-de-iludidos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=11</guid>
		<description><![CDATA[
Jorge Hessen – Brasília-DF
O Centro Espírita precisa ser um local de esperanças na densa noite das angústias e dores humanas, por ser o ponto focal da mensagem do Consolador Prometido. Porém, é exatamente nas casas espíritas, onde o Movimento Espírita deve se consolidar, que acontecem as mais equivocadas práticas &#8220;doutrinárias&#8221;.
Um gravíssimo problema desse processo decorre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em></p>
<p>Jorge Hessen – Brasília-DF</p>
<p>O Centro Espírita precisa ser um local de esperanças na densa noite das angústias e dores humanas, por ser o ponto focal da mensagem do Consolador Prometido. Porém, é exatamente nas casas espíritas, onde o Movimento Espírita deve se consolidar, que acontecem as mais equivocadas práticas &#8220;doutrinárias&#8221;.</p>
<p>Um gravíssimo problema desse processo decorre daqueles que assumem responsabilidades de direção, sem os obrigatórios recursos morais, culturais e doutrinários. Confrades que introduzem nos núcleos espíritas práticas inoportunas do tipo: preces cantadas, paramentos especiais (terno e gravata, roupas brancas), debates de política partidária, jogos de azar (bingos, rifas, tômbolas), desfiles de moda etc. São irmãos que sedimentam a confusão doutrinária nos solos, impondo idéias absurdas como se fossem princípios espíritas e sempre aceitando &#8220;novidades&#8221; e &#8220;revelações&#8221; não comprovadas. Isso, sem citarmos a publicação de livros antidoutrinários, por meio dos quais se promove a exaltação da fantasia mediúnica.</p>
<p>O Espiritismo não comporta &#8220;terapêuticas&#8221; nas casas espíritas do tipo: piramideterapia, cristalterapia, cromoterapia, musicoterapia, hidroterapia, desobsessão por corrente magnética, apometria, choques anímicos, etc. Enxertá-las nas instituições espíritas como se prática espírita fossem, é atitude irresponsável de pessoas autoritárias.</p>
<p>Sabemos que a Doutrina Espírita é princípio máximo da liberdade de pensamento. Inexiste proibições no bojo dos conceitos doutrinários, por isso nos sentimos mais livres, até porque não devemos explicações de conduta ou comportamento, pois a consciência individual é nosso guia. Todavia, sabemos que as conseqüências de nossas atitudes inevitavelmente advirão, tanto no bom como no mal proceder. Porém, do fato de cada um cuidar da própria conduta, será que ninguém tem o direito de cobrar nada dos que insistem no erro na Casa Espírita? É redundante dizer que numa Instituição de orientação espírita devemos aprender a conviver na diversidade, na pluralidade, respeitando peculiaridades, diferenças e necessidades das mais diferentes áreas de trabalho, considerando principalmente as individualidades. Todavia, creio ser imperioso colocar a causa acima indomável pendor místico, do personalismo e do autoritarismo.</p>
<p>A ausência de comprometimento e fidelidade à Doutrina Espírita é visível neste momento crucial. Como disse acima a prática doutrinária vem sendo substituída por práticas exóticas e necessariamente malsãs, ocasião que sobressai muitos interesses escusos e pessoais, perturbando o dia-a-dia e a demanda do serviço da Casa Espírita.</p>
<p>Urge colocar a necessidade de estudo juntamente com análise e avaliação dos trabalhos executados em nome de Jesus e Kardec no Centro. A Terceira Revelação deve ser estudada incansavelmente, deve ser analisada e praticada em toda a sua extensão , em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.</p>
<p>No trabalho em grupo o individualismo prejudica inequivocamente o trabalho de equipe e não se logra sucesso nas atividades em desenvolvimento. Destarte, é imprescindível que medidas sejam antecipadamente estabelecidas para que o personalismo exacerbado não prejudique o conjunto que deve pautar a cada dia pelo aprimoramento de todos e das atividades do Centro.</p>
<p>O Centro Espírita será o que dele fizermos. A propósito do tema mediunidade, importa esclarecer que o seu exercício não admite atitudes levianas, nem comporta a insensatez nas suas expressões. Exige, sim, um estudo contínuo dos seus mecanismos. Infelizmente o projeto socorrista dos médiuns &#8211; está sendo preterido pelo &#8220;vedetismo&#8221;, fruto da falta de conhecimento, da ignorância e, até, da irresponsabilidade de dirigentes e cúmplices desatentos. Não custa lembrar que a prática espírita sem a devida base moral será, inevitavelmente, uma incursão permanente no mundo do erro e, conseqüentemente, das sombras.</p>
<p>O Centro deve ser uma escola no sentido absoluto da palavra. Isto é, destinado a educar, formar e edificar almas, tendo por endereço pedagógico como educando todos os seus trabalhadores e freqüentadores. Por isso , o evangelizador não pode ser aquele que passa o conhecimento de maneira autômata e sem compromisso sério, que instrui caracterizando a Doutrina Espírita como uma mera informação.</p>
<p>O Centro Espírita não pode ser tomado como simples local onde se atendem Espíritos desencarnados, administra-se a caridade dativa, toma-se água fluidificada e aplicam-se passes. Tudo isso faz parte e é altamente relevante. Mas, todas essas atividades devem ser associadas dentro de uma programação educativa e com processos pedagógicos e didáticos adequados a cada tipo de ação. Desse modo os Centros Espíritas se elevam ao nível das agências clássicas do lar, do templo e da escola convencional, para alcançarem a extensão transcendental de verdadeiras academias de formação espiritual e não manicômio de iludidos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/o-centro-espirita-nao-e-manicomio-de-iludidos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Do que é capaz a irresponsabilidade</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/do-que-e-capaz-a-irresponsabilidade/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/do-que-e-capaz-a-irresponsabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=9</guid>
		<description><![CDATA[Astolfo Olegário de Oliveira Filho – Curitiba-PR
Vivemos momentos difíceis na atualidade do movimento espírita brasileiro, mas o culpado disso somos nós mesmos.
Temos confundido o significado da palavra tolerância. Tolerância, não há dúvida, é um dever nosso para com todas as pessoas, mas jamais com os erros por elas cometidos. Apontar o engano, a falha, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Astolfo Olegário de Oliveira Filho – Curitiba-PR</p>
<p>Vivemos momentos difíceis na atualidade do movimento espírita brasileiro, mas o culpado disso somos nós mesmos.</p>
<p>Temos confundido o significado da palavra tolerância. Tolerância, não há dúvida, é um dever nosso para com todas as pessoas, mas jamais com os erros por elas cometidos. Apontar o engano, a falha, o equívoco é um bem que fazemos àquele que erra, visto que, advertido dos seus equívocos, poderá galgar novo patamar de entendimento. Evidentemente que ao fazê-lo não nos cabe expor ninguém ao ridículo ou à zombaria, porque isso fere o princípio da caridade, que é um bem precioso que nós espíritas não podemos ignorar.</p>
<p>Nosso segundo erro é a irresponsabilidade que tem levado muitas pessoas, não só os médiuns, a desprezar as bases fundamentais sobre que foi codificada a Doutrina Espírita. Parece até que nos esquecemos da lição que Emmanuel deu a Chico Xavier nos primórdios do seu trabalho tão admirado pelos espíritas do Brasil. Era preciso, disse-lhe o querido mentor, comparar os escritos mediúnicos com a obra de Kardec e os ensinamentos de Jesus. Em caso de discordância, o destino dos escritos seria a cesta do lixo, ainda que o autor da comunicação fosse ele próprio.</p>
<p>Na principal obra dirigida aos médiuns e aos dirigentes espíritas, Kardec inseriu duas lições imprescindíveis e que se mantêm atuais, uma firmada por Erasto, outra por São Luís.</p>
<p>A primeira compõe o item 230 d´O Livro dos Médiuns:</p>
<p>&#8220;Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Lembrai-vos, no entanto, ó espíritas! de que, para Deus e para os bons Espíritos, só há um impossível: a injustiça e a iniquidade. O Espiritismo já está bastante espalhado entre os homens e já moralizou suficientemente os adeptos sinceros da sua santa doutrina, para que os Espíritos já não se vejam constrangidos a usar de maus instrumentos, de médiuns imperfeitos. Se, pois, agora, um médium, qualquer que ele seja, se tornar objeto de legítima suspeição, pelo seu proceder, pelos seus costumes, pelo seu orgulho, pela sua falta de amor e de caridade, repeli, repeli suas comunicações, porquanto aí estará uma serpente oculta entre as ervas. É esta a conclusão a que chego sobre a influência moral dos médiuns. (Erasto).&#8221;</p>
<p>A segunda lição pode ser vista no item 266 da obra citada:</p>
<p>&#8220;Em se submetendo todas as comunicações a um exame escrupuloso, em se lhes perscrutando e analisando o pensamento e as expressões, como é de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando-se, sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica e o bom-senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser o que se está manifestando, leva-se o desânimo aos Espíritos mentirosos, que acabam por se retirar, uma vez fiquem bem convencidos de que não lograrão iludir. Repetimos: este meio é único, mas é infalível, porque não há comunicação má que resista a uma crítica rigorosa. Os bons Espíritos nunca se ofendem com esta, pois que eles próprios a aconselham e porque nada têm que temer do exame. Apenas os maus se formalizam e procuram evitá-lo, porque tudo têm a perder. Só com isso provam o que são. Eis aqui o conselho que a tal respeito nos deu São Luís: &#8216;Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar e meditar, é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro&#8217;.&#8221;</p>
<p>Herculano Pires, que, segundo Emmanuel e Chico Xavier, era quem mais entendia da obra de Kardec, jamais deixou de apontar os erros, fosse de quem fosse, porque acima de tudo temos de preservar a Doutrina e não permitir que nos usem para denegri-la.</p>
<p>Divulga-se, no entanto, em nosso meio, um jornal que parece ser dirigido por não-espíritas, um jornal que usa o nome de Chico Xavier, não para endeusá-lo, como aparentemente poderíamos pensar, mas para enlameá-lo e diminuí-lo aos nossos olhos, ao atribuir a ele a defesa do aborto em casos de anencefalia e de estupro e, o que é muito mais sério e lamentável, a colocar em seus lábios a informação de que uma pessoa pode morrer e outro Espírito encarnar no cadáver, reanimá-lo e continuar vivendo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/do-que-e-capaz-a-irresponsabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A missão da Paternidade</title>
		<link>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/a-missao-da-paternidade/</link>
		<comments>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/a-missao-da-paternidade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 13:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Cuin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.espiritismoestudado.com.br/?p=6</guid>
		<description><![CDATA[Waldenir Cuin &#8211; Votuporanga/SP
         “Pode-se considerar a paternidade como uma missão?
          &#8211; É, sem contradita, uma missão. E ao mesmo tempo um dever muito grande, que implica, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro&#8230;”. ( Questão 582, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec).
 
         Constatando que a sociedade atual abriga em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Waldenir Cuin &#8211; Votuporanga/SP</p>
<p>         “Pode-se considerar a paternidade como uma missão?</p>
<p>          &#8211; É, sem contradita, uma missão. E ao mesmo tempo um dever muito grande, que implica, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro&#8230;”. ( Questão 582, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec).</p>
<p> </p>
<p>         Constatando que a sociedade atual abriga em seu seio uma grande quantidade de jovem que apresenta sensíveis desequilíbrios, seguindo pela vida na contra-mão da ordem, podemos admitir, sem medo de errar, que eles refletem aquilo que aprenderam com os adultos ou , no mínimo, expressam a indiferença com que foram tratados na infância, com raras exceções.</p>
<p>         Incontestavelmente, é uma questão muito séria dentro do contexto em que vivemos, pois que inúmeras famílias amargam, na intimidade,  problemas advindos do comportamento juvenil, onde identifica-se rios de lágrimas e vulcões de desespero  eclodindo dos corações paternos.</p>
<p>         E a pergunta surge inevitável: O que fazer?</p>
<p>         Para os casos onde se tornaram patentes os desvios de comportamento e as atitudes em desalinhos, há que se procurar pelos recursos que a ciência nos coloca a disposição, temperados por grandes doses de amor, resignação,  paciência e disciplina dos pais, para que a planta tenra ainda possa ser endireitada e transforme-se na árvore frondosa e produtiva do futuro.</p>
<p>         Mas a grande investida deve mesmo ser quanto a condução das nossas crianças, pois esses pequenos seres que se formam para a vida,  carregarão para o porvir as mensagens que receberem na infância.</p>
<p>         Daí, obviamente, ser a paternidade uma missão. E não se pode educar uma criança sem que tenhamos educação, pois que impossível se torna dar daquilo que não temos. Certamente precisamos ter consciência do que estamos passando aos nossos “pequenos,  uma vez que nos próximos dias estarão dando amostras do que ensinamos a eles. Isso, sem dúvida, é muito sério.</p>
<p>         Os pais que não honram seus compromissos financeiros ou que gastam mais do que ganham, agindo assim, lecionam aos filhos como eles devem agir quando forem adultos.</p>
<p>         Os genitores que tratam mal os idosos que tem em suas casas ensinam aos meninos como gostariam de ser tratados quando chegarem a velhice.</p>
<p>         Aqueles que invadem a privacidade alheia e não reconhecem a liberdade de cada criatura, informam aos “pequenos” como devem agir perante as  pessoas de suas relações.</p>
<p>         Os pais que não se respeitam e que se dão à infidelidade conjugal demonstram às suas crianças como, no futuro, elas deverão se posicionar perante o companheiro ou a companheira.</p>
<p>         Aqueles que são preguiçosos, pela inoperância e comodismo, ensinam que o trabalho não é um bom caminho.</p>
<p>         Já aqueles que são trabalhadores, respeitosos,  altruístas, cumpridores dos seus deveres, responsáveis pelos seus atos perante a sociedade, participativos, atuantes, honestos, fraternos e solidários,  informam aos filhos como deve agir um homem de bem, realmente preocupado em formar uma sociedade mais justa e humana.</p>
<p>         Equilibrar um jovem que se precipitou pelas veredas sombrias dos equívocos, realmente não é tarefa serena, embora necessária e urgente, mas conduzir a criança, desde os primeiros dias, pelas estradas sublimes do equilíbrio é obrigação intransferível dos pais, pois que será muito mais  fácil educar na infância que consertar na juventude.</p>
<p>         No meio social é comum as pessoas afirmarem que gostariam de ser missionárias na Terra, assim podemos festejar, pois todos temos a nossa missão, e , de uma importância extrema: a missão da paternidade. Exercendo-a com dignidade construiremos a sociedade dos nossos sonhos, onde a paz e a felicidades, sem dúvida estarão presentes.</p>
<p>         Pensemos nisso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/a-missao-da-paternidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
